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Como você está lidando com as suas emoções?

  • Foto do escritor: Conversas de Psi
    Conversas de Psi
  • 4 de fev. de 2019
  • 2 min de leitura


As emoções fazem parte da nossa vida em todos os momentos. São elas que fazem com que a gente perceba a vida e como estamos passando por ela. Ao longo da nossa existência vamos criando formas de lidar com nossas emoções, as vezes de forma assertiva, as vezes nem tanto. O modo como percebemos e agimos diante das emoções vai ter influência de nossas experiências, então muito provavelmente, se eu tive uma experiência negativa que envolveu a emoção ansiedade, das próximas vezes que eu me sentir assim também vou acreditar que será uma experiência negativa novamente.

Como disse anteriormente, as emoções são parte da nossa existência e podem ser desencadeantes de situações estressoras. Quando uma emoção fica tão intensa a ponto de fazer com que comportamentos problemáticos sejam desenvolvidos precisamos parar para refletir. Veja um exemplo de um rapaz que perde seu emprego e que por conta disso entra em profundo desespero. Ele acha que nunca mais irá conseguir outro emprego como o que tinha e por conta disso começa a beber muito e gastar sua rescisão compulsivamente. Neste caso vemos a desregulação emocional, onde este rapaz acredita realmente que sua vida está acabada e acaba aderindo comportamentos que o levam a acreditar ainda mais em sua emoção.

Tudo isso acontece pois acreditamos que as emoções são permanentes. Então se hoje vivemos uma situação difícil, em que me sinto ansioso ou sem perspectiva de melhora, como o rapaz do relato, acredito que isso tudo vai ser assim para sempre. Que de qualquer forma, não posso fazer nada para mudar esta emoção.

Mas não é preciso que seja assim. Podemos sim fazer diferente. Nossas emoções não precisam dominar a nossa vida. É preciso entender que podemos nos permitir sentir essas emoções e que elas passam, dando lugar a outras. Compreender as emoções e conseguir classifica-las ajuda a descartar interpretações negativas a respeito delas, fazendo com que possamos reorganizar nossos pensamentos a fim de conquistar a regulação emocional.

Precisamos ter compaixão por nós mesmos e entender que em alguns momentos na vida iremos passar por momentos em que emoções difíceis estarão conosco, mas que podemos senti-los, pois fazem parte da natureza humana, sem precisar necessariamente agir sobre ele ou tentar suprimi-lo. É preciso simplesmente deixar-se sentir.

Bibliografia utilizada: Regulação emocional em Psicoterapia: um guia para o terapeuta cognitivo-comportamental. Robert L. Leahy,Dennis Tirch e Lisa A. Napolitano


 
 
 

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